domingo, 18 de abril de 2010

Fome de ti



Amor,
teus olhares me devoram,
teu perfume me enlouquece,
teu néctar me envenena
e teus beijos me afogam.

Não, não rias,
divina seja sempre
a comédia humana,
essa a Deus engana,
se o melhor mesmo
é ser enlaçado
pelo teu seio
em pétalas.

Ó rosa dos ventos,
tu roubas os pensamentos
outróra meus, hoje seus,
esse seu mágico delírio
de seres a minha perdição
me fez presa no labirinto
que é esse amor,
essa ânsia,
essa esperança
contida entre os lábios
dos beijos que tanto desejo
como veneno
no final da chama
dessa vida vivida
aos teus carinhos:
acalantos em plena
auróra.

Depois de cada erupção
vulcânica, ó rainha,
sempre há uma nuvem,
que por mais nêgra que seja,
sempre traz consigo
as cinzas do meu eu
que ainda sofre e padece
à espera do teu botão,
ó donzela da minha vida.

Sérgio, beija-flor-poeta

sábado, 10 de abril de 2010

Flecha envenenada



Teus lábios, ...querida,

ressoam tua voz suave

acariciando minha alma

se derretendo por toda

e eu, eu de pernas bambas,

sinto um embrulho no estômago,

um nó na garganta,

um reboliço no coração

dilatando as artérias.

Ah, esses lábios teus

que beijei por acasos do querer

me entregar escravo

aos olhares de lágrimas salgadas

e derramadas por outro cravo.

Óh, ... doce encanto

de um tanto gemer

lírico aos suspiros da felicidade

harmônica no seio da flecha

oscilante em pleno voo.

Esses teus olhos trespassam meu peito

já totalmente indefeso

e muito mais que arrupiado,

louco pra ser tua presa,

óh arco flechado pelo teu seio

ponteagudo do nosso amor.


Sérgio, Beija-flor-poeta

Víboras



Oi, ...
estou bem,
andei muito triste, ...
não, nem penso
em apagar
a chama da vida,
ainda mais sabendo
que te deixaria
abandonada
pras víboras,
risos.
Seria mesmo covardia
deixar de te amar,
fui tolo, mas,
na vida,
se aprende muito
e a cada dia
que se passa,
feito pétalas
que se rasgam
do botão
ainda verdinho,
tenho a certeza
de que és as luz
dos olhos meus.

Sergio, beija-flor-poeta

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Pétalas mortas



chorar vale a pena,
sempre valeu,
sempre vai valer.
E o bem-querer
do que nada quer,
a não ser se perder,
começar de novo,
como se nada havia
tido o seu fim.

Morri pra ti,
amor desvairado,
cujos gritos
ainda sussurram
dentro do globo ocular
das retinas dos ouvidos
enganados pelo vento frio.

Vento safado,
que degluti todo o teu perfume
e me traz os lixos atômicos
da tristeza e das guerras,
da pobreza e das angústias.

A rosa matou o beija-flor:
é tarde, muito tarde !

Sérgio, beija-flor-poeta

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Pétalas enluaradas




o tóque nos lábios
pelas frestas das janelas
entreabertas as fechaduras
escapam luzes no infinito
olhar teu, ó princesa,
suspira a musa
no telhado dos sonhos
de cristais e pérolas
nesse mar de amores
que nossa péle à flor
do mundo cola,
gruda, agarra,
prega e não larga,
nem mesmo a cor
de nossos corpos
suados pelas carícias
dos beijos suaves
sobre os seios
ponteagudos da imaginação
ainda criança:
fada da minha perdição,
eu te quero!

Sérgio, beija-flor-poeta

quarta-feira, 31 de março de 2010


doce beijo

feliz aniversário,
meu amor,
hoje nao adianta,
seja o que for,
escapar voce nao vai
dos beijos doces
que reservei
pro seu dia mais feliz.

Feliz aniversário,
meu doce beijo,
feliz aniversário,
minha musa de flor,
nesse dia tens os beijos
mais doces do puro amor.

Feliz aniversário,
ó princesa,
seu dia de rainha chegou,
hoje nao serás
mais a donzela
que sofre na janela
vendo a vida
se despetalar
Feliz aniversário,
meu abacate,
minha lima,
meu limao,
voce é minha salada de frutas
usa e me abusa,
pois é seu
o meu jovem coracao.

Sérgio, beija-flor-poeta

Poesia niver da Banda doce beijo

Feliz aniversário, felicidades mil, paz e muito amor

Com carinho do amigo de bem distante

Sérgio, berija-flor-poeta

segunda-feira, 29 de março de 2010

o fogo dos girassóis



Esmeralda, quanta luz no olhar,
mal sabes das angústias, ó flor,
essa solidão por dentro queimar
são os girassóis de um beijamor

quem te livra desse louco amar,
sabes bem que sem ti nada sou
e seria feliz, no teu porto pousar
o girassol da vida se despetalou

entre minúsculas pérolas nêgras
que trazes no centro do teu seio
minha musa, minha bela, deusa,

tu me rasgas, me partes ao meio,
embora o coração ateu, nao creia
eu, escravo do mel jorrado o beijo.


Sérgio, beija-flor-poeta