quinta-feira, 8 de abril de 2010

Pétalas enluaradas




o tóque nos lábios
pelas frestas das janelas
entreabertas as fechaduras
escapam luzes no infinito
olhar teu, ó princesa,
suspira a musa
no telhado dos sonhos
de cristais e pérolas
nesse mar de amores
que nossa péle à flor
do mundo cola,
gruda, agarra,
prega e não larga,
nem mesmo a cor
de nossos corpos
suados pelas carícias
dos beijos suaves
sobre os seios
ponteagudos da imaginação
ainda criança:
fada da minha perdição,
eu te quero!

Sérgio, beija-flor-poeta

quarta-feira, 31 de março de 2010


doce beijo

feliz aniversário,
meu amor,
hoje nao adianta,
seja o que for,
escapar voce nao vai
dos beijos doces
que reservei
pro seu dia mais feliz.

Feliz aniversário,
meu doce beijo,
feliz aniversário,
minha musa de flor,
nesse dia tens os beijos
mais doces do puro amor.

Feliz aniversário,
ó princesa,
seu dia de rainha chegou,
hoje nao serás
mais a donzela
que sofre na janela
vendo a vida
se despetalar
Feliz aniversário,
meu abacate,
minha lima,
meu limao,
voce é minha salada de frutas
usa e me abusa,
pois é seu
o meu jovem coracao.

Sérgio, beija-flor-poeta

Poesia niver da Banda doce beijo

Feliz aniversário, felicidades mil, paz e muito amor

Com carinho do amigo de bem distante

Sérgio, berija-flor-poeta

segunda-feira, 29 de março de 2010

o fogo dos girassóis



Esmeralda, quanta luz no olhar,
mal sabes das angústias, ó flor,
essa solidão por dentro queimar
são os girassóis de um beijamor

quem te livra desse louco amar,
sabes bem que sem ti nada sou
e seria feliz, no teu porto pousar
o girassol da vida se despetalou

entre minúsculas pérolas nêgras
que trazes no centro do teu seio
minha musa, minha bela, deusa,

tu me rasgas, me partes ao meio,
embora o coração ateu, nao creia
eu, escravo do mel jorrado o beijo.


Sérgio, beija-flor-poeta

quinta-feira, 25 de março de 2010

Sedução



Páre !

Não prossiga !

Não continue lendo

se você for a pessoa errada,

se você tem mêdo de pancadas

que o amor pode cuasar.

Não,

Não brinque consigo,

é perigoso demais

se apaixonar pela pessoa certa

e deixá-la num canto qualquer

da sua vida passando.

Se você não quiser sofrer,

rasgue essa poesia,

separe as palavras,

corte-a em sílabas

e essas em letrinhas

minhúsculas

para ninguém perceber

que tudo foi um equívoco

proporcional ao evidente.

Tudo bem,

se não queres,

não vou falar esses palavrões

que os namorados estão cansados

de repetir quando amam,

nem vou me declarar,

tu sabes bem

que eu adoro os teus lábios

em pétalas, mas,

até esse pequeno detalhe

vou engolir

e se você se arrupiar

quando ouvir a minha voz,

quando me olhar nos olhos

e sentir um embrulho na barriga

e um nó na garganta,

não te preocupas,

eu vou congelar meus sentmentos

e fazer de conta que foi eqívoco,

que sou a pessoa errada pra você.

Todavia, se eu fraquejar,

lembra-te que a carne é fraca

e o espírito é carente de um todo.

Faz um favor grande pra mim:

esqueça que eu existo

e sem você nada sou,...


Sérgio, beija-flor-poeta

marrom




Esqueça o arco-íris
e se prenda na minha cor,
mesmo sendo preto no branco,
sempre deixo esse amor
se desbotar na alegria,
somente vive de tristezas
quem de si perdeu a beleza
e vive na vida incolor.

Amor eu sou marrom,
marrom é a cor que alucina
não procure nas estrelas por mim,
pois marrom tão belo assim
floresce no peito, fascina.

Marrom eu sou amor,
amor faz a vida multicolor,
vivemos nessa mesma sina
de sermos marrom
por toda vida.

Dê o nó em pingo dágua,
mate cachorro aos gritos,
eu prefiro morrer marrom,
e não abro,
é melhor ser pepita marrom,
do que ouro de tolo perdido,
se a perdição está no marrom,
que a felicidade seja assim,
pois só se vive a cor do marrom,
do amor marrom que a vida
reservou pra mim.

Poesia pra conterranea: Marrom


Sérgio, beija-flor-poeta


segunda-feira, 15 de março de 2010

mais um




Uma pétala atrai outra,
e mais uma,
e mais duas,
e mais três,
e mais quatro
até que a rozeira
se perca no meio
de tantas elas.
São tantas pétalas assim
que me fazem ser um,
ser mais um,
ser mais dois,
ser mais três
ou mesmo quatro,
porém, no disfarce,
é melhor ser mais um

ao reverso de qualquer um,
ou mesmo o denominador
milésimo de nenhum.

Beijos poéticos
no centro de todas as pétalas,
ponte-agudas, redondas,
cincunflexas, cálidas
pelo amor,
pálida pela nudez do tempo,
colorida pelo girassol,
negrinha pelo arco de íris
nos lábios da esperança:
centro da vida,
centro da flor,
cujo botão se abre dócilmente
numa ternura infinda
e numa suavidade
de derreter o fogo,
congelando assim
suas chamas ardentes,
ó vulcão, ...
sinto a seiva do teu seio
corroendo por dentro mim,
a me deglutir em pedacinhos
por inteiro, nada de meias metades,
e sim, metades inteiras.
Amor, em gritos te implóro
e choro de felicidades
por ser mais um,
cuja pele em flor
é arrupiada e transformada
em tatuagem
entre teus lábios
de felina, ó purpurina donzela,
tu, somente tu és capaz
de tapar o sol com a peneira
e remendar pano velho
com relíqueas novas do amor.
Diga-me entao:
devora-me em pedacinhos,
ou por inteiro ?
Não !
Por favor !
Não me responda,
pelo menos agora,
pois quero apenas respirar
o último desejo
de ainda ser mais um
entre tuas pétalas mortíferas
desse meu eu insano
e incuravel.
Lembre-se:
é muito melhor
ser mais um,
do que ser mais um outro.

Beijos arrupiados
à flor da pele.



Sérgio,beija-flor-poeta

sexta-feira, 12 de março de 2010

Beija-flor-maestro




beijão, amei os seus delírios:
maestria do seu bem-querer,
amor assim deve-se ter visto
na pureza que nasce de você

e descança no meu eu arisco
pétalas tu és meu envelhecer
nesse mar de amores eu isco
as estrelas,alimento do viver

e mais tarde quando chorares
verás que seu pranto é amor
não exite em navegar mares

vulcão latente em chama, cor
na vida arde a sutil felicidade
nas entrelinhas dum beija-flor.

Sérgio, beija-flor-poeta