o tóque nos lábios pelas frestas das janelas entreabertas as fechaduras escapam luzes no infinito olhar teu, ó princesa, suspira a musa no telhado dos sonhos de cristais e pérolas nesse mar de amores que nossa péle à flor do mundo cola, gruda, agarra, prega e não larga, nem mesmo a cor de nossos corpos suados pelas carícias dos beijos suaves sobre os seios ponteagudos da imaginação ainda criança: fada da minha perdição, eu te quero!
Sérgio, beija-flor-poeta
quarta-feira, 31 de março de 2010
doce beijo
feliz aniversário, meu amor, hoje nao adianta, seja o que for, escapar voce nao vai dos beijos doces que reservei pro seu dia mais feliz.
Feliz aniversário, meu doce beijo, feliz aniversário, minha musa de flor, nesse dia tens os beijos mais doces do puro amor.
Feliz aniversário, ó princesa, seu dia de rainha chegou, hoje nao serás mais a donzela que sofre na janela vendo a vida se despetalar Feliz aniversário, meu abacate, minha lima, meu limao, voce é minha salada de frutas usa e me abusa, pois é seu o meu jovem coracao.
Sérgio, beija-flor-poeta
Poesia niver da Banda doce beijo
Feliz aniversário, felicidades mil, paz e muito amor
Esqueça o arco-íris
e se prenda na minha cor,
mesmo sendo preto no branco,
sempre deixo esse amor
se desbotar na alegria,
somente vive de tristezas
quem de si perdeu a beleza
e vive na vida incolor.
Amor eu sou marrom,
marrom é a cor que alucina
não procure nas estrelas por mim,
pois marrom tão belo assim
floresce no peito, fascina.
Marrom eu sou amor,
amor faz a vida multicolor,
vivemos nessa mesma sina
de sermos marrom
por toda vida.
Dê o nó em pingo dágua,
mate cachorro aos gritos,
eu prefiro morrer marrom,
e não abro,
é melhor ser pepita marrom,
do que ouro de tolo perdido,
se a perdição está no marrom,
que a felicidade seja assim,
pois só se vive a cor do marrom,
do amor marrom que a vida
reservou pra mim.
Uma pétala atrai outra,
e mais uma,
e mais duas,
e mais três,
e mais quatro
até que a rozeira
se perca no meio
de tantas elas.
São tantas pétalas assim
que me fazem ser um,
ser mais um,
ser mais dois,
ser mais três
ou mesmo quatro,
porém, no disfarce,
é melhor ser mais um
ao reverso de qualquer um,
ou mesmo o denominador
milésimo de nenhum.
Beijos poéticos
no centro de todas as pétalas,
ponte-agudas, redondas,
cincunflexas, cálidas
pelo amor,
pálida pela nudez do tempo,
colorida pelo girassol,
negrinha pelo arco de íris
nos lábios da esperança:
centro da vida,
centro da flor,
cujo botão se abre dócilmente
numa ternura infinda
e numa suavidade
de derreter o fogo,
congelando assim
suas chamas ardentes,
ó vulcão, ...
sinto a seiva do teu seio
corroendo por dentro mim,
a me deglutir em pedacinhos
por inteiro, nada de meias metades,
e sim, metades inteiras.
Amor, em gritos te implóro
e choro de felicidades
por ser mais um,
cuja pele em flor
é arrupiada e transformada
em tatuagem
entre teus lábios
de felina, ó purpurina donzela,
tu, somente tu és capaz
de tapar o sol com a peneira
e remendar pano velho
com relíqueas novas do amor.
Diga-me entao:
devora-me em pedacinhos,
ou por inteiro ?
Não !
Por favor !
Não me responda,
pelo menos agora,
pois quero apenas respirar
o último desejo
de ainda ser mais um
entre tuas pétalas mortíferas
desse meu eu insano
e incuravel.
Lembre-se:
é muito melhor
ser mais um,
do que ser mais um outro.