domingo, 17 de outubro de 2010

medo do futuro?

nem mesmo a barricada de espinhos
me deterá frente à frente
quando estiveres do outro lado
da lua em quatro faces
e quando minguares em mim
hei de ser teu crescente
quando meio e tu,
tu serás comigo
inteira, ó lua de quarentena,
na doce ilusao que curar
os males do amor
que nos avassala:
fugir de que?
Pergunta-se o futuro
já totalmente rendido
aos feiticos mágicos
da montanha russa que somos:

rosa beija o beija-flor
e o enjaula para sempre
enbtre as pétalas
no seio sem grades,
sem correntes.

Ardentes somos
à luz das velas
iluminando o nosso querer
e queimando assim
tao sutilmente
a ansia e o medo
do futuro que nos úne.

Adeus mundo cruel,
despencou-se o beija-flor
abismo a baixo
pra se entregar às torturas
da rosa ainda em botao.

Sérgio, beija-flor-poeta


nao há rosas sem espinhos

o nó na garganta pesa,
fui pro médico
e ele me receitou
...ir às pressas
aos abracos seus
e me entregar
à medicina dos seus beijos
e mesmo que o seu néctar
tenha o sabor do féu,
lembrou-me o tal curandeiro
que toda medicina que cura
traz o seu sabor amargo
pela raíz.

Sérgio, beija-flor-poeta

sábado, 16 de outubro de 2010



a paixao de Adones

felizes dos anjos
que trocaram suas arpas
pela silhueta melódica
das rosas o seu amor.

Deve ser essa a causa
dos beija-flores suas loucuras:

esse eterno vício
de furtar o mel
entre as pétalas
e cair totalmente bebado
de amores,
sem ao menos se incomodar
com os espinhos
fazendo cócegas
e arrupiando
os ponteagudos,
ó flor
do amor
em sétima maior.

Sérgio, beija-flor-poeta



terça-feira, 12 de outubro de 2010

Velejos




marés altas,
meu amor,
tomam conta de balanciar
a jangada e me esvoar
entre as dunas
de tua silhueta
em Copacabanbas vivas,
aquelas tipo asa-delta do tempo.
Perder-se nesse emaranhar
de pensamentos latentes
em guerras incansável
com o sol
morenando os lábios
à flor da péle.

" águas silenciosas
sao profundas "
e é por isso que te deitas
no silencio do meu peito
e fazes um carnaval
de felicidades.
Sonhar pra que,
se viver é bem mais que melhor ?

Somos velejos,
meu amor,
um do outro
e nada mais.

Sérgio, beija-flor-poeta

domingo, 10 de outubro de 2010

O céu do amor



A morte já não tem pena de mim,
pelo contrário,
morre de medo
do meu fim.
E me pergunto,
o que seria dela
sem essa dependência,
sem esse estado
esquelético da roseira
sem pétalas,
somente espinhos cálidos
pela neve derretendo
ao beijar o peito
ardendo de amor:
vulcão em erupção,
prestes a transformar
tudo em cinzas.

Se morresse agora,
enterra-me no teu coração
e terei acerteza
de que estarei no céu,
no nosso céu.
Sérgio, beija-flor-poeta

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Marcelo descobre a Alemanha

Não perca essa oportunidade
de conhecer a escritora
Regina Drummond
pessoalmente !
No dia 28 de outubro, às 18:30 hrs,
a escritora Regina Drummond
estará lançando o seu mais novo livro ,
na Livraria Martins Fontes da Paulista, número 509,
com metrô na porta.

O livro é juvenil e se chama
"Marcelo descobre a Alemanha".
Sai pela FTD.

Abraços e felicidades mil !

Sérgio, beija-flor-poeta

segunda-feira, 27 de setembro de 2010




Colibri



beija as flores,
ó beija-flor,
e beijas em mim a flor
em botão a se abrir
aos raios solares
dos seus beijos de amor,
ó beija-flor!


Tu, que entre os ciclos
da lua em suas estações
a colibrires com magia
a felicidade das estrelas
em mim, num brilho
enlaçado de nossas retinas
que mesmo em sonhos
vivem a se procurar
e a se encontrar
na escurdão da noite
vaga-lumeada pelas chamas
existentes em nós da vida.
Beija-flor: eu te beijo.

Sérgio, beija-flor-poeta