terça-feira, 28 de julho de 2009

vem me namorar



preciso urgentemente
de carinho
de um aconchego
de uns beijinhos
me contentaria com mil
milhões, milhares
quanto mais
menos satisfeito sou
sou guloso sim
pelo menos hoje
deve ser meu temperamento
que se explode
quando me sinto a solidão
corroendo o espírito
queimando por fora
em erupcao por dentro.

Vem e me mata
com os teus beijos
com as tuas carícias
com o teu jeito mágico
de seres rosa
a me espinhar
com olhares suspeitos
de que querem mais de mim.

O pior de tudo, eu sou guloso.

sergio, beija-flor-poeta

arrilias de um beija-flor



por um certo instante
sinto saudades de um riso
um olhar agatinhado
um aconchego de arrepios
como se o tudo fosse nada
quando me perco em ti,
ó visão ocular enluarada
tipo ametista, esmeralda
cujo poder natural de luz
acaricia meu ser
na escuridão sem fim

não digo te amo
para nao te iludir
nem digo te quero
para nao sonhares em vão
nem mesmo te implóro
pra preencher o meu vazio,
póde ser que me apaixono
e acabo por me viciar
no amor que nos une

não tenho pavor dos espinhos,
eu me encontro apenas sozinho
sentindo a tua falta,
profunda e imensa:

beijos, aqueles que guardei
no fundo da lagoa
para te entregar
quando roubares
elegantemente
meu último suspiro
de amor.

sergio, beija-flor-poeta

sábado, 25 de julho de 2009

inocência




até o último

segundo de milésimo

antes da morte

irei pensar

que ainda tenho

muito o que viver,

dentre espinhos,

nas veredas do infinito,

saberei que vivi

a vida inteira.


Ando correndo,

entre um tropeço

e outro

caio

de testa nas ondas

e me amo contigo.


Amigos de verdade

nunca desaparecem,

nem nos abandonam,

sempre estão

quase que impercebíveis

ao nosso lado.


bjs, te adoro


Sérgio, beija-flor-poeta

velejos lunáticos




olhares entremeando os cacos
do meu leve pulsar assim
e me sinto cravo perto da rosa
mesmo sendo beija-flor
queria mesmo beijar-te pra mim
quando há festa, essa é a maior
onda marítima a me queimar
nesse mar de estrelas
hei de velejar
teus lábios sorrindo
ó flor de primavera
quem me dera
em teus laços de fita
me espinhar.

Sérgio, beija-flor-poeta

feliz aniversário

vida inteira




meio copo vazio
é o mesmo
que meio copo cheio
se a vida é pelo fio
sangra amor o peito.

Devagar e sem pressa
há de se voltar
ao mesmo lugar,
se a terra em voltas
se revolta e nos leva
à morte sem volta
a cada dia
repleto de felicidade
nos lábios de rosa,
meu Deus, que plenitude !

Sérgio, beija-flor-poeta

terça-feira, 21 de julho de 2009

bem vinda




a chuva evapora
ao acariciar o corpo
sedento e cheio de amor,
explodindo feito vulcão
em brasa viva
na tua espera,
na tua procura,
querendo te devorar
quando chegares
assim de mansinho
e com um suspiro febril
acariciar meus lábios
trêmulos
de tanta paixão.

sergio, beija-flor-poeta

sábado, 18 de julho de 2009

vem fazer amor comigo



entre sussurros e alaridos
quero sentir os teus gemidos
querendo mais e
me devorando, ... e
me amando

diz amor,
quando seremos
corpo e alma:
você e eu.


tu és
a mulher-poesia,
balanço fatal
nas avenidas da vida
quase esquecida,
debruças o peito
e me amas
em pleno alvorecer

minha mãe,
minha santa mão querida
o que fizestes de mim ?
nem sabes, ó pepita
que eu me perdí
entre as pétalas de rosa,
em suspiros de auróra
ao raiar do dia
se engasgando
aos sussurros agudos
dos gemidos espinhados
pelo amor da manhã surgindo,
surfando as ondas-marés
dos lábios carnudos
tenuados, delineados
pelos pontos e vírgulas
exclamativas da silhueta
da orquídea nêgra
cheia de perguntas
e pontos finais
com cara de reticências agudas

Pobre de mim,
beija-flor perdido
nas mordidas
do amor amazônico,
entrelaçado nos braços
e nos anseios
da avenida paulista.

Deus meu, como te amo !

sergio, beija-flor-poeta