sexta-feira, 17 de julho de 2009

Efigencius máximus




o galo canta baixinho
no galho do lado de fora
da casa ainda pequenina
caramujos se apressam
lentamente ao mar de ondas
vivas da maré exuberante,...
E nesse instante
me apego aos gritos
primeiros no mundo:
sopro terno,
sopro eterno,
efigencias humanas.

sergio, beija-flor-poeta

poesia para Efi

terça-feira, 14 de julho de 2009

a rima do poeta



o suspiro da alma
nunca apaga
a chama da vela acesa
que a inveja
ou mesmo a incerteza
um dia teimou queimar

o gemido da poesia
alimenta noite e dia
o espírito do amor
que sejas sempre poeata
por vias
por veredas
e mantenhas acesa
a esperança das orquídeas
de serem causa de tuas poesias

Poeta, meu amigo poeta

Saudades


Sérgio, beija-flor-poeta

pirulito



diante uma fresta

de uma janelinha

pequenina e fechada

mal sabias

minha querida netinha

tão doce e amada

que se tratava

do portão

que te traria ao mundo

e eu

eu ainda me recordo

dos acordes dissonantes

dos teus gritos errantes

conquistando o mar celeste

dos nossos amores

navegantes

que num certo instante

conquistastes

com o riso

ainda cego pela luz

teus passos nos conduzen

pelas veredas da felicidade

de mão tão pequeninas

construindo a vida

plantando margaridas

nos mostrando a verdade

de que o amor floresce

do ventre, da prece

a cada pulsar

dentro do seio teu.

Minha netinha,

minha doce netinha.


Sérgio, beija-flor-poeta

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Boi da Lua



na lua nascente
eu nasci
na lua crescente
eu cresci
na lua cheia
eu vivi
o coração da linda flor
a nossa ilha é do amor
eu te digo seu doutor
é São Luís do Maranhão

é boi de lua, é bumbá
é boi de lua, maringá
quem pisa nessa terra
só quer a paz,
não faz a guerra,
é tão feliz
porque descobriu
o que é amar

é boi de lua, é bumbá
é boi de lua, maringá
eu lhe juro seu doutor
se você vir pra ilha do amor
vai se apaixonar
pela morena-flor
pra sempre aqui
vai querer ficar

na lua nova
eu conhecí
o que é o amor
meu bem eu vi
Boi de lua a cantar
a toada mais linda
do lugar

na lua minguante
eu cantei
as desilusões da vida
eu chorei
e renasci com a lua nova
na auróra
pela rosa-bela
eu me apaixonei

Sérgio, beija-flor-poeta

Anjos na escuridão




Açoite: tu !
Somente tu,
querida margarida
a me estremecer a face
cheia de uma atrevida
melancolia causada
pela ausência
de ainda não ter
o teu perfume
escorrendo meus dedos
e purificando
minhas asas
de beija-flor
amazônico, ...
preso no bico de pena
da índia metropolitana,
cujo arco de amores
meu ser flecha
e tu,
tu aproveitas
a única fresta
esquecida no telhado
de palha,
falha intencional
do querer sentir
as ondas febris
de tua ternura:

Deus meu, como te amo !

sergio, beija-flor-poeta

domingo, 12 de julho de 2009

Claríssima



Espelhos reluzentes
são facas e foices de Zeus,
aquele caboclo-índio,
filho das pétalas,
amores infindos
alimentados da seiva
de Cleópatra em pleno Egito
brasileiro.

Águas de Julho Cézar
orvalhando a transparência
das rosas no jardim em flor,
pingo por pingo de chuva
rolando a face
de lábios coloridos pelo riso
dos olhos teus
e o adeus foi um enxame
de beijos
na primavera
que acaba de brotar
no teu seio.

Feliz aniversário.


Sérgio, beija-flor-poeta

sábado, 4 de julho de 2009

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Vim te seguir,
assim quem segue
à meia luz do lampião
na esquina de Ypanema
ao ressoar o meio dia
a cada passo
descendo a ladeira:
É o Brasil !
gritei a esmo,
pois sei,
desde então,
que se trata
de uma amizade
suprema
entre a maré
e as ondas perdidas
de Yracema,
outróra ainda virgem,
porém, até hoje,
com seus lábios de mel
a amargarem
as saudades e a ânsia
de acariciar as estrelas,
que em versos seja
esse reverenciar
de amores em plena
Castro Alves
às margens da Sé,
aos pés do Redentor.

muito lindo o teu recanto.

Abraços

Sérgio, Beija-flor-poeta