o suspiro da alma nunca apaga a chama da vela acesa que a inveja ou mesmo a incerteza um dia teimou queimar
o gemido da poesia alimenta noite e dia o espírito do amor que sejas sempre poeata por vias por veredas e mantenhas acesa a esperança das orquídeas de serem causa de tuas poesias
na lua nascente eu nasci na lua crescente eu cresci na lua cheia eu vivi o coração da linda flor a nossa ilha é do amor eu te digo seu doutor é São Luís do Maranhão
é boi de lua, é bumbá é boi de lua, maringá quem pisa nessa terra só quer a paz, não faz a guerra, é tão feliz porque descobriu o que é amar
é boi de lua, é bumbá é boi de lua, maringá eu lhe juro seu doutor se você vir pra ilha do amor vai se apaixonar pela morena-flor pra sempre aqui vai querer ficar
na lua nova eu conhecí o que é o amor meu bem eu vi Boi de lua a cantar a toada mais linda do lugar
na lua minguante eu cantei as desilusões da vida eu chorei e renasci com a lua nova na auróra pela rosa-bela eu me apaixonei
Açoite: tu ! Somente tu, querida margarida a me estremecer a face cheia de uma atrevida melancolia causada pela ausência de ainda não ter o teu perfume escorrendo meus dedos e purificando minhas asas de beija-flor amazônico, ... preso no bico de pena da índia metropolitana, cujo arco de amores meu ser flecha e tu, tu aproveitas a única fresta esquecida no telhado de palha, falha intencional do querer sentir as ondas febris de tua ternura:
Espelhos reluzentes são facas e foices de Zeus, aquele caboclo-índio, filho das pétalas, amores infindos alimentados da seiva de Cleópatra em pleno Egito brasileiro.
Águas de Julho Cézar orvalhando a transparência das rosas no jardim em flor, pingo por pingo de chuva rolando a face de lábios coloridos pelo riso dos olhos teus e o adeus foi um enxame de beijos na primavera que acaba de brotar no teu seio.
Vim te seguir, assim quem segue à meia luz do lampião na esquina de Ypanema ao ressoar o meio dia a cada passo descendo a ladeira: É o Brasil ! gritei a esmo, pois sei, desde então, que se trata de uma amizade suprema entre a maré e as ondas perdidas de Yracema, outróra ainda virgem, porém, até hoje, com seus lábios de mel a amargarem as saudades e a ânsia de acariciar as estrelas, que em versos seja esse reverenciar de amores em plena Castro Alves às margens da Sé, aos pés do Redentor.
quando eu escrevo,
perco os sentidos
sobre mim
e escorregam entre dedos
as linhas de Serafim
a se encherem de versos,
uns geniais, outros prestos,
uns de amores, outros protestos
calando a voz da razão
pela exuberancia do vulcão
que as sílabas, confesso,
até me atiram o coração,
como se fosse o álvaro
na espera da lança certeira,
que virá, talvez mais tarde
ou mesmo mais cedo
do que se pensara
e a rosa despetalada
ainda sustenta em si
a meiguice da ternura
contida nos lábios
da flor de mandacarú.
Eu tivera medo
de me espetalar
no néctar da meiga flor
que teus olhos orvalharam
em dias de lua,
em noites de sol.
E nao dormira,
e não acordara.
Fosse tudo vão, ...
e que haja sido
pelo sublime do teu amor.