terça-feira, 14 de julho de 2009

a rima do poeta



o suspiro da alma
nunca apaga
a chama da vela acesa
que a inveja
ou mesmo a incerteza
um dia teimou queimar

o gemido da poesia
alimenta noite e dia
o espírito do amor
que sejas sempre poeata
por vias
por veredas
e mantenhas acesa
a esperança das orquídeas
de serem causa de tuas poesias

Poeta, meu amigo poeta

Saudades


Sérgio, beija-flor-poeta

pirulito



diante uma fresta

de uma janelinha

pequenina e fechada

mal sabias

minha querida netinha

tão doce e amada

que se tratava

do portão

que te traria ao mundo

e eu

eu ainda me recordo

dos acordes dissonantes

dos teus gritos errantes

conquistando o mar celeste

dos nossos amores

navegantes

que num certo instante

conquistastes

com o riso

ainda cego pela luz

teus passos nos conduzen

pelas veredas da felicidade

de mão tão pequeninas

construindo a vida

plantando margaridas

nos mostrando a verdade

de que o amor floresce

do ventre, da prece

a cada pulsar

dentro do seio teu.

Minha netinha,

minha doce netinha.


Sérgio, beija-flor-poeta

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Boi da Lua



na lua nascente
eu nasci
na lua crescente
eu cresci
na lua cheia
eu vivi
o coração da linda flor
a nossa ilha é do amor
eu te digo seu doutor
é São Luís do Maranhão

é boi de lua, é bumbá
é boi de lua, maringá
quem pisa nessa terra
só quer a paz,
não faz a guerra,
é tão feliz
porque descobriu
o que é amar

é boi de lua, é bumbá
é boi de lua, maringá
eu lhe juro seu doutor
se você vir pra ilha do amor
vai se apaixonar
pela morena-flor
pra sempre aqui
vai querer ficar

na lua nova
eu conhecí
o que é o amor
meu bem eu vi
Boi de lua a cantar
a toada mais linda
do lugar

na lua minguante
eu cantei
as desilusões da vida
eu chorei
e renasci com a lua nova
na auróra
pela rosa-bela
eu me apaixonei

Sérgio, beija-flor-poeta

Anjos na escuridão




Açoite: tu !
Somente tu,
querida margarida
a me estremecer a face
cheia de uma atrevida
melancolia causada
pela ausência
de ainda não ter
o teu perfume
escorrendo meus dedos
e purificando
minhas asas
de beija-flor
amazônico, ...
preso no bico de pena
da índia metropolitana,
cujo arco de amores
meu ser flecha
e tu,
tu aproveitas
a única fresta
esquecida no telhado
de palha,
falha intencional
do querer sentir
as ondas febris
de tua ternura:

Deus meu, como te amo !

sergio, beija-flor-poeta

domingo, 12 de julho de 2009

Claríssima



Espelhos reluzentes
são facas e foices de Zeus,
aquele caboclo-índio,
filho das pétalas,
amores infindos
alimentados da seiva
de Cleópatra em pleno Egito
brasileiro.

Águas de Julho Cézar
orvalhando a transparência
das rosas no jardim em flor,
pingo por pingo de chuva
rolando a face
de lábios coloridos pelo riso
dos olhos teus
e o adeus foi um enxame
de beijos
na primavera
que acaba de brotar
no teu seio.

Feliz aniversário.


Sérgio, beija-flor-poeta

sábado, 4 de julho de 2009

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Vim te seguir,
assim quem segue
à meia luz do lampião
na esquina de Ypanema
ao ressoar o meio dia
a cada passo
descendo a ladeira:
É o Brasil !
gritei a esmo,
pois sei,
desde então,
que se trata
de uma amizade
suprema
entre a maré
e as ondas perdidas
de Yracema,
outróra ainda virgem,
porém, até hoje,
com seus lábios de mel
a amargarem
as saudades e a ânsia
de acariciar as estrelas,
que em versos seja
esse reverenciar
de amores em plena
Castro Alves
às margens da Sé,
aos pés do Redentor.

muito lindo o teu recanto.

Abraços

Sérgio, Beija-flor-poeta

Alucinação poética




quando eu escrevo,
perco os sentidos
sobre mim
e escorregam entre dedos
as linhas de Serafim
a se encherem de versos,
uns geniais, outros prestos,
uns de amores, outros protestos
calando a voz da razão
pela exuberancia do vulcão
que as sílabas, confesso,
até me atiram o coração,
como se fosse o álvaro
na espera da lança certeira,
que virá, talvez mais tarde
ou mesmo mais cedo
do que se pensara
e a rosa despetalada
ainda sustenta em si
a meiguice da ternura
contida nos lábios
da flor de mandacarú.
Eu tivera medo
de me espetalar
no néctar da meiga flor
que teus olhos orvalharam
em dias de lua,
em noites de sol.
E nao dormira,
e não acordara.
Fosse tudo vão, ...
e que haja sido
pelo sublime do teu amor.

Sérgio, beija-flor-poeta