quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Preciso voar




de vez em quando
sinto um eclípse lunático
assolando minha alma
perdida entre as pétalas
e os espinhos
em chamas ardentes
da paixão que me corroe
e estraçalha em pedacinhos.
Eu me peguei eruditamente
sintonizado em teu seio
assim, paralelepído carnívoro,
humano, irracional, insano:
coisa estranha e estúpida
é esse sentimento chamado AMOR:
deixa cicatrizes difíceis
de serem apagadas,
é tal qual larva de vulcão
ainda em erupção medieval.
Eu ?
Eu sigo em frente,
tentando queimar as cinzas
do velho neom
sem me recordar
das mágoas passadas
querendo me deixar acorrentar
pelo arrebate do amor que ainda creio:
que ele tire os meus pés
ainda fincados no chão da esperança:
Preciso voar: preciso de ti: meu amor !

Sérgio,Beija-flor-poeta e Helena

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

suavidades amorosas

viver:
enquanto se vive;
morrer:
enaunto se morre;
ressurgir:
enquanto não se desaparece;
ser feliz:
enquanto se ama !
Beijos na boca:
em todas elas.

Felicidades mil:

seu amado.

Sérgio, beija-flor-poeta

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Asneiras e paixoes



os trilhos da vida
atropelam a insanidade maluca,...
esqueci-me de mim mesmo
e me afoguei nos teus lábios,
nao fossem os rangidos dos dentes
da porta se abrindo
e da janela entrefechada
para a ilusao perfeita,
diria que nada presta
somente a saudade do seio
da morena-flor
que se aranha nos arranha-céus
e se desaba ladeiras ao abismo,
abismos do amor,
ó feiticeira,
como é doce o néctar
efervescente do teu caldeirao
em chamas eruptivas
a derreter a angústia
do meu peito despetalado
nessa felicidade
que é teu santo nome.

Beijos suaves e eternos.

Sérgio, bfp

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Os quês da vida



Não pergunte ao vento
de onde traz o perfume
do néctar furtado
da rosa mais bela
na praia da vida
areia movediça
em plenos arranhares
dos céus do amor contido
entre as pétalas
dos teus lábios de flor
ainda botão:
e eu, o cravo-beija-flor,
te devora em pedacinhos,
assim, como se fosses grão:
o alimento perfeito
pra minha alma sedenta
de ti, ó musa,
ó princesa,
ó mulher.

Beijos suaves,
os mais suaves possíveis,
aqueles que nos levam
aos sétimos céus
dessa invoerência apaixonante
que somos nós:

beijos, mil beijos
e felicidades mil.

Sérgio, BFP

domingo, 10 de janeiro de 2010

João do Vale




Meu bom garoto,
andei meio maroto
com a vida que Deus me deu
pois a que lhe pedí
muito que sofrí
não foi essa
que esse pobre escolheu
amei demais o seu recanto
me encantei com a magia
de ser um eterno sonhador
e de acreditar no amor
tendo a luz dos olhos meus
como a escuridão do meio dia

ái, meu a Deus que alegria
ái, meu adeus de sonhador
vou viver a vida que Deus me deu
vou semear a paz e plantar o amor

ái, meu adeus a essa dor
ái, meu a Deus esse sofredor,
vou cantar a felicidade
vou viver em irmandade
pelos caminhos que Deus criou.


Sérgio, beija-flor-poeta

Amor insano



Andei pulando abismos,
andei correndo léguas,
andei quebrando cercas,
andei além das fronteiras,...

Perdi meus versos
nas entrelinhas do pensamento
e me reencontrei bem perto,
nos meios termos
entre sul e norte
e, se por sorte,
minha alma sintonizar a tua,
deixa-me o glutir
do gemido intenso
que meu coração
em suspiros
se derreta entre as pétalas
dos nossos lábios
no infinito
desse mundo
que somos nós:
abandona-me
ó " sopro de vida "
com o último respirar
desse pobre coração
sofrido,
dilacerado,
bailarino a vagabundar
nos oceanos esculturais
desse amor insano.

Sérgio, beija-flor-poeta

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Olhar agatiado


O seu silêncio

me mata e me alimenta

e quanto mais a vida passa,

mais meu coração não aguenta

a saudade que não se afasta.

Ah, essa paixão ingrata

e tão cheia de ternura,

amor, meu eterno amor,

caliente são tuas pestanas

que se assanham quando

o compasso da vida

se desnorteia, desequilibra

e nada mais me resta, querida,

a não ser o amar

do teu mais néctar silencioso

entre pétalas, entre sonhos,

entre amor e flor.

E mais tardar,

quando eu, um livre beija-flor

se enlaçar entre tuas pestanas,

hás de dizer que morrí pra vida

e renasci pro teu seio: ó pepita.


Sérgio, Beija-flor-poeta