domingo, 14 de dezembro de 2008

Que lindo !

amei aquelas ondas frente ao espêlho
das minhas retinas te fitando elouquente
e és uma Amazona brincando entre o arvoredo
e sou um beija-flor que te adorna insistente

querendo decifrar teus mistérios, teus segredos
que trazes no teu samblante e filizmente
teus lábios traduzem teus desejos
no pulsar do teu seio, que a alma sente

Doce é nadar no mar e se afogar na tua
práia, receber de tí , mil beijos salva-vidas
e poder navegar nas tuas ondas nua

velejando entre sensualidades e carícias
sussurrando teu doce nome ao som da lua
me perdendo nesse amor, nessas doces malícias.

Sergio, beija-flor-poeta
Rô-sear

a alma sedenta arranca do peito
as conjugações do antigo verbo amar
e eu, batendo asas por teu beijo
vivo a tua rosa a sobrevoar

se o verbo fosse simplesmente um anseio
adjetivo do poder te abraçar
sinônimo de em tí minha sede saciar
objeto direto é viver o teu desejo

reticências quando o cantares
ponto e vírgula nas canções de amor
exclamações sussurros no amares

interrogação sobre a eterna dor
dois pontos: ainda quero ver delirar
ponto final, eu sou o teu eterno beija-flor
Sergio, beija-flor-poeta
néctar de teresa

essa rosa caída ao chão
dispercebidamente orvalhada
gotas de amor transbordam o coração
de tí, oh rosa, minha doce amada

tu que inundas com teu néctar a paixão
rosa caída embaixo da tua saia dourada
de uma seda transparente, inundação
desse teu seio, minha doce esmeralda

tua rosa ainda não dispetalada pelo amor
que o orvalho insistente tenta saciar
que não desflores com tantas gotas

e nem te afogues nesse serenar
que sejam apenas eu, teu beija-flor
querendo apenas teu sublime beijo roubar

Sergio, beija-flor-poeta

Abismo

se um dia pensares em se dispetalar
e deixar essa vida insana e sem amores
escolha o abismo de rosas para se suicidar
dentro do meu coração existi um lugar

apropriado para guardar seus rancores
e se vestir de cereia, princesa do amares
se beija-flor quer do teu seio roubar
a semente da tua rosa, minha bela, oh flores

e se ainda quiseres morrer de paixão
permita-me como último e sensual desejo
amarte com toda essa emoção

de me afogar nos teus lábios, e em beijos
me perder dessa tua mravilhosa canção
vislumbrada flor da esperança, meus anseios.

Sergio, beija-flor-poeta
Alma nua

e ainda vens me recitando tua nudez
totalmente me dispetalando teu seio
escondido sob uma seda chinesa

quase trespassada pelos teus botões, beleza
implorando que eu os cubra de beijos
vestindo com amores tua alma nua, você fez

meu voar chega perto de tua esxatidão
perfeição em cantos femininos: paixão
de uma rosa cristalina, tua sensualização
nos acordes ardentes, chamas do teu violão

corpo de mulher sedenta e cheia de amores
em rítmos de um cavalgares sob lua cheia de flores
são teus desejos, meus delírios: a medida exata
a poesia mais perfeita: teu eterno gozo, oh doce amáda.

Sergio, beija-flor-
obrigado pela inspiração.

A flor morreu

em dias atravessados por nuvens cristalinas
beijei teu seio, oh meiga, formosa menina
me prendestes nos teus laços de fita
eu, esse beija-flor-poeta ainda assim arrisca

voar sobre tua rosa, dos jardins - a mais bonita
de pétalas lindas, deslumbrantes alucinas
essa minha vida já totalmente feliz, ainda
que me perca em outros beijos, tu és minha sina

e se morres de amores e paixão alucinada
deixe em mim sua semente plantada
hei de, com o orvalho latente do meu amor

fazer reflorescer nesse meu peito, tua rosa-flor
cuja semente roubei, quando fostes beijada
por mim, teu beija-flor, no teu botão, oh rosa.

Sergio, beija-flor-poeta


Amor vampiro

Sabes minha bruxinha, ...
A diferença entre o Beija-flor-poeta e o gavião ?
Esse , cegado pela sua visão aguçada, é um mero caçador
Aquele, que enxerga com os olhos do coração, é um cassador
Esse somente pensa na presa morta
Aquele se apaixona pela mais viva rosa
Esse pensa em estraçalhar a vida de uma luz no horizonte
Aquele acaricia a bela flor com um simples olhar
Esse quer devorar a carne ainda viva, sangrando
Aquele beija sua musa, levado nos braços sensuais
se saciando do perfume, do néctar-féu-mel ao mesmo tempo
conteúdos do botão da rosa dispetalada
clamando pelos beijos apaixonados
e pelos carinhos do seu beija-flor
se dispetalando ainda mais para seus desejos
e anseios contidos num bater asas
Esse voa insaciável e faminto
Aquele morre todos os dias,
todas as horas,
todo minúto,
todo segundo, ...
nos espinhos da paixão
que transbordam seu peito de beija-flor
Esse ainda busca a caça
Aquele vive nos braços do seu amor

Sergio, beija-flor-poeta

Poesia dedicada a Regina Drummond, amiga e escritora