quando eu escrevo,
perco os sentidos
sobre mim
e escorregam entre dedos
as linhas de Serafim
a se encherem de versos,
uns geniais, outros prestos,
uns de amores, outros protestos
calando a voz da razão
pela exuberancia do vulcão
que as sílabas, confesso,
até me atiram o coração,
como se fosse o álvaro
na espera da lança certeira,
que virá, talvez mais tarde
ou mesmo mais cedo
do que se pensara
e a rosa despetalada
ainda sustenta em si
a meiguice da ternura
contida nos lábios
da flor de mandacarú.
Eu tivera medo
de me espetalar
no néctar da meiga flor
que teus olhos orvalharam
em dias de lua,
em noites de sol.
E nao dormira,
e não acordara.
Fosse tudo vão, ...
e que haja sido
pelo sublime do teu amor.
Sérgio, beija-flor-poeta
El Legado de Salvador Dalí
Há 3 dias
Belo poema, Sergio! Gostei muito do seu blog.
ResponderExcluirGrata pela visita e pelo comentário no blog Discutindo Literatura Crônicas. É bem-vindo!
Abraço