domingo, 6 de junho de 2010

Beija-flor desatinado




Esquecestes de mim,
apagastes a chama
da vela se queimando
de amores e carinhos,
de saudades que fazes
em mim, com um beijo,
abrir-se a rosa mais bela
a espalhar suas pétalas
pelos caminhos estreitos
da vida que reservei
pra nós dois.
Beija-flor ama
o orvalho enluarado
lavando a alma
e penetrando o seio
e se afogando
no néctar fluente
de suas artérias,
ó doce primavera,
morrerei eu
se um dia sequer
nao pensar em ti.

Beijos,
eu te amo tanto.

Sérgio, beija-flor-poeta

domingo, 23 de maio de 2010

beija-flores à mil



A melhor coisa
na vida de um poeta
é saber que a musa
lhe torna mais homem
e menos poeta,
isso não é poesia,
isso é parte da felicidade
que teu seio erradia
e as pupílas do amor
se alastram num me devorar
à distância.
Vontade imensa
de acariciar teus lábios
com a ponta aguda
da minha língua
e te beijar suavemente
misturando o teu mel
com o sangue
que percorre os labirintos
do meu coração:
ser pulsante,
amante de ti.

Quero-te,
mesmo que seja
por uma noite apenas,
mesmo que seja
por uma semana apenas,
mesmo que seja
pecado, e se for,
que seja de amores.

Quero sentir o teu corpo
grudadinho de suor
ao meu, feito tatuagem
grafada bem no fundo da alma.

Não precisas ser princesa
para quebrar os encantos poéticos
transformando-me em homem
e me livrando do poeta.

Beijos te fazendo mulher,
anjo fora do paraíso.

Sérgio, beija-flor-poeta

terça-feira, 11 de maio de 2010

O corte fatal



se o coração se incendeia, ...
é que a saudade se queima
nas chamas do amor

Sérgio, beija-flor-poeta

sábado, 1 de maio de 2010

Canção de fé



Eu: vou sair

entro mais tarde,

passou das 16 h

a hora da ave maria

está se aproximando

como eu não sei rezar,

vou ficar de olho

nas rosas

pra não se espinharem

entre os cravos.


Sérgio, Beija-flor-poeta



quinta-feira, 29 de abril de 2010

Hora da fome




amigo, desista dessa
de que poesia alimenta a alma
e sacia a fome .

amigo, desista dessa
de que a poesia cerra a fome
em pedacinhos vocais
enriquecendo assim
o nosso triste analfabeto,
que não sabe se advinha
ou mesmo se perde
nesse mundão de vogais
avulsas.

amigo, desista dessa
de que o amor tenha a paz
por consequencia óbvia
depois de uma guerra astuta.

amigo, esqueça tudo
e festeje o dia de hoje,
pois ele é todinho seu,
pois nada seria possível
sem a sua existencia,
tao pouco poética,
como humano e genial
que és.

Feliz aniversário,
que estejas sempre com fome
nessa hora em que a poesia
passa a ser seu alimento
e lhe proporcionar algo mais belo
que um simples paladar silábico.

Com carinho e admiracao profunda:
parabéns e felicidades mil

Sérgio, beija-flor-poeta

domingo, 18 de abril de 2010

Fome de ti



Amor,
teus olhares me devoram,
teu perfume me enlouquece,
teu néctar me envenena
e teus beijos me afogam.

Não, não rias,
divina seja sempre
a comédia humana,
essa a Deus engana,
se o melhor mesmo
é ser enlaçado
pelo teu seio
em pétalas.

Ó rosa dos ventos,
tu roubas os pensamentos
outróra meus, hoje seus,
esse seu mágico delírio
de seres a minha perdição
me fez presa no labirinto
que é esse amor,
essa ânsia,
essa esperança
contida entre os lábios
dos beijos que tanto desejo
como veneno
no final da chama
dessa vida vivida
aos teus carinhos:
acalantos em plena
auróra.

Depois de cada erupção
vulcânica, ó rainha,
sempre há uma nuvem,
que por mais nêgra que seja,
sempre traz consigo
as cinzas do meu eu
que ainda sofre e padece
à espera do teu botão,
ó donzela da minha vida.

Sérgio, beija-flor-poeta

sábado, 10 de abril de 2010

Flecha envenenada



Teus lábios, ...querida,

ressoam tua voz suave

acariciando minha alma

se derretendo por toda

e eu, eu de pernas bambas,

sinto um embrulho no estômago,

um nó na garganta,

um reboliço no coração

dilatando as artérias.

Ah, esses lábios teus

que beijei por acasos do querer

me entregar escravo

aos olhares de lágrimas salgadas

e derramadas por outro cravo.

Óh, ... doce encanto

de um tanto gemer

lírico aos suspiros da felicidade

harmônica no seio da flecha

oscilante em pleno voo.

Esses teus olhos trespassam meu peito

já totalmente indefeso

e muito mais que arrupiado,

louco pra ser tua presa,

óh arco flechado pelo teu seio

ponteagudo do nosso amor.


Sérgio, Beija-flor-poeta