terça-feira, 7 de junho de 2011

o poeta


o verdadeiro poeta é completamente imperfeito,
é por isso que ele é poeta.

Sérgio, beija-flor-poeta

sexta-feira, 29 de abril de 2011

ovo de ouro


caracóis de mamae
nas pestanas do arvoredo,
noite cai lá no telhado,
gato namorando no puleiro,
galinha passando cantada no galo,
menina donzela aos beijos
com os beija-flores,
que de amores
se afoga no mar da felicidade.

Sérgio, beija-flor-poeta

domingo, 17 de outubro de 2010

medo do futuro?

nem mesmo a barricada de espinhos
me deterá frente à frente
quando estiveres do outro lado
da lua em quatro faces
e quando minguares em mim
hei de ser teu crescente
quando meio e tu,
tu serás comigo
inteira, ó lua de quarentena,
na doce ilusao que curar
os males do amor
que nos avassala:
fugir de que?
Pergunta-se o futuro
já totalmente rendido
aos feiticos mágicos
da montanha russa que somos:

rosa beija o beija-flor
e o enjaula para sempre
enbtre as pétalas
no seio sem grades,
sem correntes.

Ardentes somos
à luz das velas
iluminando o nosso querer
e queimando assim
tao sutilmente
a ansia e o medo
do futuro que nos úne.

Adeus mundo cruel,
despencou-se o beija-flor
abismo a baixo
pra se entregar às torturas
da rosa ainda em botao.

Sérgio, beija-flor-poeta


nao há rosas sem espinhos

o nó na garganta pesa,
fui pro médico
e ele me receitou
...ir às pressas
aos abracos seus
e me entregar
à medicina dos seus beijos
e mesmo que o seu néctar
tenha o sabor do féu,
lembrou-me o tal curandeiro
que toda medicina que cura
traz o seu sabor amargo
pela raíz.

Sérgio, beija-flor-poeta

sábado, 16 de outubro de 2010



a paixao de Adones

felizes dos anjos
que trocaram suas arpas
pela silhueta melódica
das rosas o seu amor.

Deve ser essa a causa
dos beija-flores suas loucuras:

esse eterno vício
de furtar o mel
entre as pétalas
e cair totalmente bebado
de amores,
sem ao menos se incomodar
com os espinhos
fazendo cócegas
e arrupiando
os ponteagudos,
ó flor
do amor
em sétima maior.

Sérgio, beija-flor-poeta



terça-feira, 12 de outubro de 2010

Velejos




marés altas,
meu amor,
tomam conta de balanciar
a jangada e me esvoar
entre as dunas
de tua silhueta
em Copacabanbas vivas,
aquelas tipo asa-delta do tempo.
Perder-se nesse emaranhar
de pensamentos latentes
em guerras incansável
com o sol
morenando os lábios
à flor da péle.

" águas silenciosas
sao profundas "
e é por isso que te deitas
no silencio do meu peito
e fazes um carnaval
de felicidades.
Sonhar pra que,
se viver é bem mais que melhor ?

Somos velejos,
meu amor,
um do outro
e nada mais.

Sérgio, beija-flor-poeta

domingo, 10 de outubro de 2010

O céu do amor



A morte já não tem pena de mim,
pelo contrário,
morre de medo
do meu fim.
E me pergunto,
o que seria dela
sem essa dependência,
sem esse estado
esquelético da roseira
sem pétalas,
somente espinhos cálidos
pela neve derretendo
ao beijar o peito
ardendo de amor:
vulcão em erupção,
prestes a transformar
tudo em cinzas.

Se morresse agora,
enterra-me no teu coração
e terei acerteza
de que estarei no céu,
no nosso céu.
Sérgio, beija-flor-poeta